domingo, 14 de junho de 2009

Chapter V - Carne em Chamas

O vento soprava forte em direção ao leste, estava de pé, com uma foice empunhada em direção á um hipogrifo, em cima dele, uma jovem garota de cabelos escuros e olhos mais escuros ainda, como se fossem perólas negras....Ela apontava sua espada em minha direção e logo o hipogrifo avançava, voando até mim....


- Você ainda tem muito o que aprender princesa.... - Eu disse a ela com um tom de vóz frio.


- Ht...?.


Meus olhos se abriram, Caty olhava para mim, estávamos em um tipo de floresta com o céu azul.



- ........Oi. - Disse para Caty, que me olhava de forma alegre.


- Finalmente você acordou. - Caty me respondeu, sorrindo.


Virei a cabeça para o lado, Thomas e Pedro estavam treinando um contra o outro, pareciam estar bem. Logo aos poucos fui me lembrando de tudo que aconteceu, da batalha contra o terrivel anjo que quase acabou com nossas vidas, do Luchi ter sido cruelmente ferido...Luchi...


- Luchi, onde ele está....?. - Perguntei a Caty.


- Ele ja acordou, parece estar bem, apesar de não conseguir fazer movimentos bruscos. - Caty me respondeu, ainda sorrindo levemente.


Logo levantei e me sentei, Gabi estava ao lado do Luchi, cuidando de seu ferimento, estávamos numa floresta com um rio ao lado, estava um dia ensolarado.



- Onde estamos ?. - Perguntei.


- Não sabemos, a Gabi conseguiu despertar uma habilidade de teletransporte graças ao desespero interno que se acumulou nela, se não fosse por ela ter nos teletransportado, estáriamos mortos. - Luchi me respondeu.



Me levantei, ao ficar de pé, senti um pouco de tontura e me apoiei em uma arvore. Caty olhou para mim e perguntou:

- Tá tudo bem ?.

-Sim....só estou um pouco tonto, talvez pelo efeito do tempo que estive em sono profundo....Por falar nisso, á quanto tempo estamos aqui ?. - Perguntei, virando meu rosto para a Gabi.

- Fui o primeiro á acordar, desde então se passou um dia. - Thomas me respondeu, suado, caminhando ao lado de Pedro com sua montante na mão.


Um dia desde que Thomas acordou, creio que não irá levar á nada eu me perguntar quanto tempo passou, o importante é que estamos todos vivos. Fui em direção á Luchi e me sentei do lado dele.


- Nii-san....doi ?. - Perguntei, apontando o dedo para a ferida em seu peito.


- Ah....até que não, mas sabe como é.....Uma lança divina atravessando teu peito de fato não é algo que acontece todo dia. - Luchi me responde com uma pequena piadinha para descontrair.


Sorri levemente e logo me calei, passei a observar o local, se ouvia as águas do rio fluindo, apesar de estar ensolarado e quente, não havia passaros pas proximidades e nem os ouvia cantarolar....Com certeza era apenas um lugar quieto.

- Pegue. - Thomas me disse, jogando o cajado em minha direção, peguei o cajado e me levantei. Thomas olhou nos meus olhos.


- Você treina com a Caty no lado esquerdo do rio, eu e Kurenai treinarémos no lado direito.


- Certo... - Respondi.



Fomos até o rio, Caty já estava me esperando com sua lança em mãos. Levantei meu cajado e o transformei num sabre.


- Pronta ?. - Perguntei.


- Claro. - Ela respondeu.


- Perde aquele que cair no chão e ficar indefeso. - Resolvi propor.


- Okay. - Caty respondeu, concordando com a proposta


Logo ela saltou em minha direção com a lança apontada para mim, me desviei e contra-ataquei, movimentando o sabre por trás dela, porém ela se defendeu e logo me desferiu um chute.


- Nunca imaginei um dia você me batendo de tal forma. - Comentei ao me recompor.


Caty deu uma leve risada e respondeu:


- Nem eu....


Transformei meu sabre de volta á sua forma original.


- Me mostre o que você sabe.... - Ela me provocou.


Mas antes que a batalha pudesse prosseguir, Luchi gritou:


- Agora deixe que eu luto com ele.


Luchi se posicionou á minha frente segurando sua glaive. Parecia estar bem, seus olhos estavam tão firmes quanto seu corpo.


- Tem certeza que consegue lutar maninho ?. - Perguntei, um pouco preocupado com a saude dele.


- Não se preocupre, já estou bem....Minhas feridas se fecham rapido.

Luchi empunhou sua glaive, apontando-a para mim

- Vamos treinar um pouco maninho. - Ele disse.

- Como quiser... - Respondi, empunhando meu cajado e transformando-o numa foice.

Ficamos em silêncio encarando um ao outro, esperando o primeiro movimento. O vento estava leve, mas dava pra senti-lo passar pelo meu casaco. Logo percebia o próximo movimento de Luchi, ele irá saltar...e tentar me atacar, sabendo que vou virar para o lado e irá me atacar novamente sem parar....Ele me treinou, ele sabe meus movimentos....Então...Acho que é hora de surpreende-lo.

Tal como previa, Luchi saltou em minha direção com a glaive para cima. Ele provavelmente espera que eu fique parado e depois vire para o lado esquerdo....Pois farei exatamente o contrário: Saltei em direção a ele, com a minha foice empunhada á minha frente, as lâminas colidiram no ar e começamos á atacar e defender-se dos golpes um do outro enquanto desciamos no ar. Ao chegarmos ao solo, tentei me afastar mas Luchi avançou em minha direção me desferindo mais um ataque, do qual desviei por um triz.

- Muito bem, aprendeu á fazer movimentos inesperados quando seu oponente ja conhece sua forma de lutar....Porém, não foi capaz de faze-lo duas vezes.... - Luchi comentou, olhando firmemente para mim.

Simplesmente me calei e esperei que ele desferisse o próximo ataque. Luchi empunhou a glaive novamente e disse:

- Você se mantêm demais na defensiva brotha, você tem de saber quando deve atacar e quando deve se defender.

Logo ele correu em minha direção. Continuei parado, observando Luchi se aproximar, quando ele chegou perto suficiente, tentei ataca-lo, mas sua glaive ja havia atingido meu ombro, dei um salto para trás, mas Luchi continuava á avançar. Me defendia dos golpes de forma sufocante, o que ele realmente estava querendo me ensinar dessa vez.....Acho que era como lidar com inimigos realmente rapidos...

Logo fui atingido novamente pela glaive, dessa vez na perna. Cai no chão e logo Luchi iria me atingir por cima, mas dei um katar em sua perna e logo outro em seu rosto. Luchi perdeu o equilibro, nesse momento lhe dei um chute diagonal, que o fez cair no chão.

- Muito bem. - Ele disse enquanto se levantava.

- Luchi, Ht. - Pedro disse em vóz alta, apontando para a floresta, onde podiamos ver uma grande fumaceira saindo de algum lugar após a floresta.

Thomas se virou e disse, também em vóz alta.

- Vamos até lá.


Pegamos nossas coisas (que na verdade não passavam de casacos, sobretudos e nossas armas) e fomos até dentro da floresta, seguindo a grande fumaceira. Apesar do treino e do golpe que havia tomado á pouco tempo, Luchi estava muito bem, nem parecia ter sofrido um golpe tão mortal há tão pouco tempo. Me pergunto se isso é só fingimento da parte dele.

Chegando próximo ao local, comecei a sentir um cheiro....Um cheiro que era familiar....

- Estão sentindo cheiro de queimado ?. - Luchi comentou.

- Luchi....esse cheiro... - Comecei a falar.

- Carne humana queimada. - Luchi me interrompeu, completando meu pensamento.

Eu e Luchi já haviamos sentido esse cheiro antes, um pouco antes de chegarmos na igreja onde passamos a noite há alguns dias atrás, passamos por um bairro do qual todos os humanos haviam sido dizimados, queimados....Acho que é exatamente o que está acontecendo. Comecamos á correr e quanto mais próximo ficavamos do local, começavamos á ouvir gritos agonizantes, que ficavam mais altos á cada passo que davamos. O calor também aumentava, a temperatura que era

Ao finalmente pararmos e vermos o que estava acontecendo, nos deparamos com a cena mais horrenda que ja vi: humanos, em carne viva, correndo em pânico com seus corpos queimando, ouviamos seus gritos de dor e desespero aumentando á cada milésimo. Era algo realmente chocante pra qualquer pessoa....Por alguns momentos, eu não conseguia dizer nada, só observar...

- Malditos... - Thomas comentou, logo depois correndo até a cidade para achar o causador disso. Todos o seguiram, enquanto Caty estava paralisada, aterrorizada com uma cena que jamais pensava que iria ver em algum lugar que não fossem em filmes de terror. Dei meia volta e coloquei minha mão no ombro dela.

- Eu sei como você se sente....Mas se realmente queremos dar á essas pessoas algo...É o direito de descansarem em paz. - Eu disse, tentando acalma-la, enquanto ela permanecia em silêncio, sua alma não parecia estar lá...Parecia ter se esvaido ao ver aquilo. Logo apoiei minha outra mão em seu ombro e disse:

- Caty, não temos tempo á perder, vamos...!.

Logo ouvimos uma explosão vinda do local onde todos estavam, Caty correu, em silêncio, até o local. Eu a segui e vi Pedro, Thomas, Gabi e Luchi lutando contra um tipo de humano cujo no lugar das pernas, portava uma cauda gigantesca, havia uma aureola que emitia um brilho azul cristalino, continha asas e estava lutando apenas com suas mãos e cauda. De seus olhos, emanavam fogo, o seu olhar foi o que causou toda essa destruição.

- Finalmente chegaram reforços. - Kurenai comentou, desviando dos golpes da criatura.

- Mas chegaram um pouco tarde!. - Thomas replicou, enquanto arrancava a cabeça da criatura com sua montante. Logo saia chamas do corpo da monstruosidade, e após isso, ele desapareceu, virando cinzas. Todos se reuniram, não ouviamos mais os gritos de desespero das pessoas. Caty olhou para os lados, procurou pessoas mas não viu nada. Thomas olhou para todos e disse:

- Vamos voltar...!.

Caminhamos até o local onde as pessoas estavam e nos deparamos com seus cadaveres queimados. Todos ficaram em silêncio por alguns segundos, os olhos de Gabi estavam cheios de lágrimas, mas ela parecia não querer solta-las. Logo ela se levantou e disse:

- Nós temos de acabar com isso!, não podemos mais deixar as pessoas sofrerem e morrerem dessa forma, temos de eliminar logo tudo isso!.

- Se acalme...- Eu respondi.

- Você não é afetado por essas coisas!?, acha isso normal!?. - Ela retrucou.

- Apenas estou dizendo que ficar com raiva não adiantará nada...Temos de dar um fim nisso, mas a raiva não ajudará em nada, então, pelo seu bem: acalme-se. - Trepliquei.

Gabi desabou no chão, olhando um dos cadaveres e logo começou á chorar. Luchi correu para consola-la. Ao abraça-la, ele me encarou com um olhar um pouco raivoso. Virei o rosto e começei á caminhar, procurando saber onde estávamos.

- Ei, pessoal, acho que descobri onde estamos. - Kurenai disse apontando para uma placa, ao nos aproximarmos da placa vimos que estava escrito: ''Maracanã''.

- Nossa, estamos num ponto turistico!. - Thomas comentou com um certo sarcásmo.

Caty se virou para Thomas e disse:

- Sei como chegar ao Redentor daqui....Vamos.

Fomos caminhando durante cerca de três horas, com direito á alguns descansos e retaliação de anjos no caminho, até que logo estávamos lá: Em frente á escadaria do Cristo Redentor. Olhavamos para o local, percebi uma aura emanando do cristo.

- Não há mais volta agora. - Thomas, ao meu lado, comentou. Luchi olhou para todos nós, e disse:

- Se tem alguem aqui que não aguenta mais tudo isso, vá embora agora, pois daqui adiante, as coisas realmente ficarão mais feias.

Todos nós ficamos em silêncio, logo Caty deu um passo á frente.

- Desculpem mas....Depois do que vi, vejo que minha missão é aqui, na cidade...Meu dever é proteger os outros...Irei para o esconderijo que há á trinta minutos daqui, protegerei as pessoas de lá. - Ela disse.

Todos á olharam, Gabi a abraçou.

- Se cuida.... - Gabi disse.

- Você também. - Caty respondeu. Caty a largou e me abraçou (um abraço....coisa que não sentia á um bom tempo...)

- Vou sentir falta de vocês. - Ela disse.

- Relaxa...Vamos nos ver após isso acabar. - Respondi.

- Por quê tudo você diz ''relaxa'' ?. - Ela questionou.

- Seilá. - Respondi, e comecei a rir levemente.

Logo ela foi em direção á Luchi, o abraçou e disse:

- Toma conta de todo mundo.

- Eu pareço uma babá por acaso?. - Luchi respondeu e logo começou a rir. Caty riu e soltou sua mão, acenou para Thomas e Kurenai e foi embora em direção ao esconderijo ao leste.

- SE CUIDA!. - Gritei. Ela acenou, fazendo um sinal positivo com a mão.

Luchi se virou para o portão, Thomas ficou ao seu lado. Logo anjos começaram a voar pelo local, lançando flechas em nossa direção. Empunhamos nossas armas e demos as costas uns para os outros, desviando das flechas logo depois.

- Todos estão prontos para o showtime ?. - Thomas perguntou.

- Sempre... - Respondi.

- Showtime!!!. - Luchi disse em vóz alta.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Chapter IV

Lá estávamos, todos nós, com nossas armas em mão encarando o anjo de rosto iluminado, que parecia nos encarar mas jamais saberiamos pois ele não tem rosto.


- Cuidado, ele não é um anjo normal, é muito mais forte do que os que costumamos enfrentar. - Alertei á todos.

- É, nós sabemos...Vimos parte da surra que ele deu em vocês. - Thomas respondeu de forma sarcástica.

Me calei,e todos nós, com nossas armas empunhadas, encarávamos o anjo sem desviar o olhar, esperando algum movimento dele...Enquanto ele parecia esperar algum movimento nosso para começar a tentar nos massacrar... Logo o anjo empunhou sua espada.

- Ele está vindo!. - Pedro gritou.

O anjo voou rapidamente em nossa direção, colidindo sua espada com os punhais de Gabi, Luchi correu em direção ao anjo e tentou ataca-lo, que saltou e deu um chute no rosto de ambos, fazendo-os voar no chão. Thomas logo apareceu acima do anjo e o atingiu nas costas com sua montante e logo depois lhe desferiu um chute, após tomar o golpe, o anjo voou para o ar e correu em direção á Thomas. Com o meu cajado em forma de sabre, corri rapidamente em direção ao anjo e atingi sua asa, logo Caty saltou em cima dele com a ponta de sua lança, perfurando-o.

O anjo, que parecia estar agonizando, segurou firmemente a lâmina da lança e arremessou tanto eu, Thomas e Caty contra o chão, depois arrancou a lança e a jogou em minha direção, eu estava frente a frente com a lança que me tirará de vez da guerra, meu corpo ainda está no ar e não há como eu me defender ou desviar....

Logo ouvi o som de uma lâmina batendo na lança. Luchi estava de pé novamente e havia salvado minha vida. Cai no chão e logo me levantei, Pedro estava distraindo o anjo bravamente enquanto nós estávamos nos recompondo.

- Vamos!, o Kurenai não vai aguentar muito tempo sozinho. - Luchi me disse. Kurenai é como chamamos Pedro.

Eu e Luchi corremos em direção á Kurenai e ao anjo, que se defendia facilmente dos golpes. Mas vimos Caty e Gabi atacando as asas do anjo, cortando-as e fazendo-as cair no chão, um grande flash de luz saiu das costas do ser....Ouviamos gritos que pareciam ser ecoados de dentro do anjo, seu corpo começava a brilhar.

- ELE VAI EXPLODIR, CORRAM!!!. - Pedro gritou, começando a correr.

Todos corriam, mas o anjo estava seguindo Pedro, parecendo querer mata-lo como golpe de misericórdia. Nenhum dos daqui tem capacidade de tirar o anjo de perto de Kurenai sem se aproximar....a menos que eu.....

Parei de correr, fiz o cajado retornar á sua forma original e começei a preparar uma grande esfera de ar que irá leva-lo para bem longe...Logo a lancei contra o anjo, que estava fraco demais para desviar. O anjo foi lançado para o ar onde explodiu, criando uma luz radiante que era similiar á luz do sol.

Quando a luz se apagou, olhamos para cima...não havia mais nada.

- Acho que o matamos. - Gabi comentou.

Fiquei em silêncio e encostei numa arvore para descansar um pouco. Luchi e Gabi estavam numa melação-de-cueca um com o outro, um momento bem in love, e parecia que iriam demorar....Todos estavam descansando e cuidando de seus pequenos ferimentos....Porém nosso descanso não durou muito: Ao olhar para o lado, avistei uma luz muito forte vindo em nossa direção.

- Pessoal, tá vindo mais um, preparem-se!. - Disse em voz alta para que todos ouvissem.

A luz se aproximava muito rapido, mas todos nós já estávamos prontos para 'recebe-lo'. A luz radiante logo começou á jogar algo similiares á flechas de luz em nossa direção. Conseguimos desviar de todas elas mas ele já estava entre nós, dando soco forte no peito do Kurenai, que foi lançado para longe com o impulso do golpe.

- Mas o que é isso!?. - Thomas disse.

A luz logo se posicionou em sua frente e lhe deu um pontapé no rosto, percebi o sangue saindo da boca de Thomas com o golpe. Não sabia o que fazer, seja o que for isso, já conseguiu massacrar dois da nossa equipe, seja o que for é forte demais. Agora ele estava atrás de mim, O que faço!?. Pulei para cima e percebi que desviei da lâmina letal da lança dele. Enquanto pulei, percebia as asas dele, o que significa que é um anjo....

Caty tentou ataca-lo com sua lança, mas logo foi detida por um chute no tórax. lançei uma rajada de vento contra ele, era a unica coisa que estava concentrada no cajado naquele momento...Não surtiu efeito, ele não se moveu um milimetro. Logo olhou para mim com olhos tão belos que hipnotizará qualquer ser humano normal que os visse. Transformei o cajado em escudo e consegui me defender da lâmina de sua lança, mas logo fui atingido por uma cambalhota, que me levou diretamente ao ar.

- Ele é forte demais, o que está acontecendo...?. - Thomas disse, ainda com sangue na boca.

Ao procurar o anjo, ele estáva no céu, olhando para nossos corpos caidos...Luchi e Gabi também já estavam nocauteados.

- Tolos, pobres e imprestáveis....Vocês humanos não veem o que fizeram com este mundo ?, por quê não aceitam de uma vez o castigo divino que lhes foi dado ?. - O anjo, com uma vóz bela, pura e suave disse.

- Porque....nós jamais irémos nos render á seres cintilantes e alados que nem vocês... - Thomas respondeu, se levantando lentamente.

O anjo apareceu em frente á Thomas e lhe deu um chute de lado no rosto, Thomas saiu voando novamente.

- Não ouse a falar assim dos seus superiores, tolo mortal.... São por causa de seres como você que esse mundo está tão podre, por isso teremos de destrui-lo para poder construir um novo mundo puro. - O anjo retrucou.

Eu começei a preparar lentamente meu cajado para criar uma barreira refletora...Algo que com certeza ele não espera de um humano caido no chão. A barreira ficou pronta, começei a me levantar enquanto dizia:

- Ou será que é por causa dos humanos que tinham total lealdade á vocês ?. Pois até onde eu saiba, eram eles que continham muita riqueza, o suficiente para acabar com a fome mundial pelo menos....

O anjo se virou para mim, voou em minha direção e respondeu:

- Estes também foram humanos tolos e imprestaveis....A humanidade em si é imprestavel, desde Adão e Eva e seus filhos: Abel e Kain....A humanidade nunca realmente pareceu ter valor. Nós, que cuidamos do mundo enquanto Deus estava adormecido, não podiamos matar todos vocês sem a permissão divina...Mas agora que Deus acordou, ele viu o que vocês fizeram e não ficou nada satisfeito....A recompensa será o Julgamento Final, e nele, a humanidade é dada como extinta!.

Ele tentou me cortar com sua lança, mas minha barreira o impediu, porém, a barreira havia se quebrado!. Meus olhos arregalaram, isso jamais havia acontecido antes, então ele é tão forte á ponto de quebrar uma barreira dessas em um único golpe!?. Ao ele tentar desferir um soco em mim, uma glaive atingiu seu rosto de raspão. Luchi estava ao meu lado.

- Corra!. - Ele disse. Porém logo fui atingido pelo punho do anjo, do qual saia uma pequena quantia de sangue do rosto.

- Maldito, mortal.....como ousa.....a ferir um ser divino!!!!. - O anjo disse, parecendo estar enfurecido.

Ambos começaram á travar uma batalha, Gabi observava a luta, queria ajudar seu amado mas não conseguia se levantar....Para falar a verdade, o único que ainda tinha forças pra ficar de pé era o Luchi.

- AAAAAAAAAAARGH!!!. - Luchi deu um grito agonizante.

Olhei para cima e vi Luhi, com a lança do anjo nas costas, o anjo o olhava com uma satisfação incrivel de estar presenciando cada momento de sofrimento daquele que considero meu irmão....Logo tentei criar forças e consegui me levantar, sem saber como. O anjo olhou para mim e me atirou uma flecha de luz, que com sorte consegui defender com o cajado. Todos observavam Luchi, eu percebia as lagrimas sairem do olhar de desespero de Gabi, que parecia querer gritar mas não conseguia nem sequer soltar a voz diante de tal sofrimento.

- Olhem bem mortais, olhem para esse individuo.... Agora, eu darei á todos vocês o mesmo destino dele....Hora de fatia-lo em pedaços. - O anjo disse, ainda com o olhar e tom de voz como que estivesse se satisfazendo com cada momento de sofrimento de todos.

- Não mesmo............ - Disse para o anjo.

Logo empunhei meu cajado contra o anjo e joguei uma lança negra com aura vermelha. O anjo largou Luchi, que caiu no chão com as costas sangrando, parecia estar inconsciente. O anjo desviou da lança.

- Olhe só.....uma lança do submundo....Seria você um necromante ?. - O anjo indagou, olhando pra mim de forma sarcástica.

Permaneci em silêncio, não sei o que foi aquilo....Não sei como desferi aquele golpe, mas seja como for, eu senti uma grande onda de poder vindo daquela lança.....Seja como for....aquilo havia me deixado muito....Mas muito fraco....

Cai no chão, sem conseguir movimentar um dedo, olhei para o anjo mas minha vista estava começando a ficar embaçada....

- Não tenho mais tempo á perder com vocês, preparem-se para a morte!!!. - O anjo gritou, erguendo sua lança que começava a radiar uma luz imensa.

Mas Gabi estava se levantando...Logo olhou para todos, olhou para o corpo de Luchi, pegou seus punhais e os encravou no chão. Depois estendeu os braços, olhou para o anjo, sorriu e disse:

Não é a nossa hora!!!.

Nossos corpos começaram á ser envolvidos por uma aura branca e, do nada, não estávamos mais no campo de batalha, pareciamos estar em algum lugar completamente diferente, não havia mais luz, era noite...Meu corpo estava fraco demais para distinguir o lugar...Vi o corpo da Gabi cair no chão e acabei caindo em um sono profundo....





[ht]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Chapter III – Deja Vu

Mal podia acreditar, estávamos de fato reunidos novamente, a turma que havia se originado alguns anos antes, que jamais pensaria em lutar por causa tão nobre, estávamos ali reunidos novamente… Era um alivio estar com minha amada novamente…

Mas algo me incomodava…aquele sonho da noite anterior, não sei se foi o ronco do Ht, ou sei lá o que… Mas algo estava errado, e eu sinto que devo fazer algo a respeito, sem saber bem o que…

Devo proteger a Gabi a qualquer custo, não quero perde-la denovo…

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-enquanto isso 6 dimensões dali…em frente a um ser onisciente sentado em seu trono, um arcanjo de bela aparência se dirige com respeito ao ser todo poderoso, ambos estavam em uma grande fortaleza, e o poder puro dela preenchia todo o espaço do local. O arcanjo se curvou e disse:

-Eles se aproximam meu mestre, estão enfrentando um dos generais…Devo enviar tropas auxiliares?

-Ah, Gabriel, você que sempre me foi tão prestativo, que impediu que a dimensão superior fosse corrompida por selvagens durante meu descanso… Vá até lá e destrua-os com tuas próprias mãos, meu filho…

-Seja feita vossa vontade…

Assim o arcanjo pegou sua lança e se dirigiu para fora, satisfeito e ansioso.

domingo, 31 de maio de 2009

Chapter III

Acordei ás seis da manhã, Luchi estava em um sono profundo e parece que irá demorar um pouco para acordar. Vesti minha camisa e meu casaco, logo olhei pro chão e encontrei o livro de Genêsis aberto. Será que ele estava lendo o livro ?. Por que ?. Peguei o livro aberto, o fechei e o coloquei na estante ao lado do Luchi. Coloquei minhas botas, arrumei meu cabelo e sai do quarto, sendo logo recebido por Marcos.


- Bom dia. - Ele disse.


- Bom dia Sr. Marcos - Respondi, sendo o mais formal e descritivel possivel.


Marcos começou a caminhar e disse:



- Venha comigo, quero mostrar-lhe uma coisa.

Não sabia se eu realmente deveria ir, não confio em ninguem que esteja aqui nesse esconderijo, especialmente Marcos e os soldados...Eles são a autoridade desse lugar, podem facilmente querer matar eu e Luchi apenas para provar o poder que eles tem...Mas acho que já estou pronto para o caso de algo desse tipo vir á acontecer...Será necessário botar em prática os treinamentos de artes marciais que Luchi me ensinou. O segui, caminhando por pequenos corredores que me levaram até um laboratório de armas, lá, encontrei a gláive de Luchi e o meu cetro.





- Suas armas....Estávamos analisando elas ontem, não conseguimos definir o material do qual elas são feitas, não é nenhum material que haviamos identificado antes...Você poderia me dizer do que elas são feitas ?. - Marcos me perguntou ao me entregar as armas.





- Sinceramente, não sabémos. - Respondi.





Marcos me lançou seu olhar diretamente em meus olhos e retrucou:





- Aonde vocês acharam essas armas ?.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, não poderia dizer á ele que as armas simplesmente apareceram em nossas mãos sem mais nem menos. Olhei para os olhos de Marcos e respondi:


- Eram de anjos mortos que encontramos na Igreja ao norte daqui, onde estávamos no começo de tudo.


-Então essas armas eram de....anjos ?. - Marcos perguntou.


- Muito provavel que sim. - Respondi.


- Vocês não teriam remorso de usar as armas daqueles que nos matam para mata-los ?. - Marcos me questionou, elevando seu tom de vóz.


Olhei fixamente nos olhos de Marcos com um olhar sério e respondi:


-...Vocês seriam capazes de matar anjos com suas armas...?.



Marcos se silenciou, olhou para os lados e abaixou a cabeça.


- Mas não pense que por isso você deve mandar suas trópas pegarem armas de anjos e sair no meio de uma guerra....Eles tem poderes divinos, ou talvez profanos, não sei dizer....Vocês não conseguiriam vence-los numa guerra. - Avisei á Marcos, pensando na idéia insana dele vir a tentar capturar armas de anjos.


Marcos respirou fundo e respondeu:


-Então por quê vocês ás usam ?.


- Como lhe disse ontem....Vamos nos opor ao Criador e ao nosso futuro Destruidor. - Respondi.


Logo peguei as armas e segui até a porta do laboratório, me virei para Marcos e resolvi perguntar:


- Eu e Luchi podemos partir agora ?.


- Sim....Boa sorte...e tomem cuidado. - Marcos respondeu


- Obrigado. - Disse e fui embora.


Ao voltar para o quarto, Luchi estava vestindo seu sobretudo.


- Bom dia dorminhoco. - Disse, ironicamente.


- Bom dia garoto que ronca tanto que eu não conseguiria dormir nem com headphones. - Luchi retrucou


Comecei a rir e entreguei a glaive para ele.


- Estamos liberados. - Eu disse.


-Ok, agora podemos continuar á seguir para o Redentor. - Luchi respondeu, demonstrando seriedade na sua vóz.


Ao Luchi terminar de se arrumar, nós fomos para o elevador que nos levará á superfície....Entramos nele e o soldado apertou o botão de subida. Tanto eu quanto Luchi encostamos na parede do elevador, esperando ele subir. Nesse meio tempo eu estava pensando em....nada....minha cabeça tava bem distante em um lugar que desconheço....Gosto dessa sensação. Logo o elevador parou, eu e Luchi empunhamos nossas armas pois poderia haver de tudo aos portões do elevador abrir. Os portões abriram....Nada....

Luchi saiu primeiro, olhou para todos os cantos e não detectou nenhum sinal de anjos.

- Vamos logo. - Ele disse.

Começamos á caminhar, calados, minha cabeça continuava no meio de pensamentos desconhecidos, acho que aprendi a viver neles ja faz um bom tempo. Luchi estava apenas caminhando sem produzir som algum além dos de seus passos, estava tudo bem tranquilo, olhei para o relógio, eram nove da manhã.

Continuamos caminhando em silêncio até que ouvimos ruidos de asas.

- Estão aqui. - Eu disse.

Luchi empunhou sua glaive e disse com um tom de vóz calmo.

- Showtime..

Transformei meu cetro em um sabre, usando as runas cujo estão seladas nele e parte das minhas tecnicas Arcanas. Luchi apontou para o leste.

- Eles estão ali. - Disse, olhando para o leste.

Empunhei o sabre e a cravei no chão...Criando centenas de espadas de pedra ao nosso redor. Luchi olhou para mim, sinalizei com a cabeça positivamente e Luchi empunhou a glaive, colocando a lâmina dela atrás de si mesmo. Logo algo que eu poderia descrever como....''um enxame de anjos'' (bizarro, né ?) apareceu, Luchi deu um upper cut e as espadas de pedra foram todas em direção ao ''enxame'', ceifando vários dos anjos, depenando alguns, e até mesmo cortando a cabeça de outros.

Nós corremos e começamos a ceifar os anjos que sobraram manualmente, logo haviamos aniquilado todos eles....Sem sofrer um menor arranhão. Será que estamos nos tornando tão ''fodões'' ?.

- Facil facil, agora vamos. - Luchi disse, ainda com a glaive na mão e voltando á andar até o Redentor.

Eu o segui, olhei para baixo e percebi uma sombra com asas, olhei para cima e havia outro anjo, esse era dourado, portava uma espada e um escudo, seu rosto era coberto por uma máscara luminosa. Disparando asas de ouro em direção ao Luchi.

- Nii-san!!!. - Gritei, lançando meu cajado em direção á ele rapidamente, formando um escudo que repeliu as asas.

Luchi pulou e empunhou a gláive para cima enquanto subia, logo a empunhou para baixo na descida, porém o anjo usou seu escudo, se defendendo do golpe que teria quebrado qualquer escudo normal com a força da glaive.

O anjo ergue sua espada e atinge Luchi, que cai no chão com um ferimento profundo no tórax. Olhei para o anjo, surpreso, até agora pouco estava achando que eu e Luchi éramos fodões por não ter sofrido um arranhão na luta anterior. Logo percebi que o anjo estava prestes a vir em minha direção.

O anjo desceu em alta velocidade com sua espada apontada para mim, peguei o cajado no chão e o transformei rapidamente em uma espada, e a usei para rebater a espada do anjo, fazendo-o ficar no solo, tentei atacá-lo por baixo, mas seu escudo se defendeu e logo ele chutou meu peito, me fazendo cair longe no chão.

Luchi se levantou de um lado e eu de outro, empunhamos nossas armas e corremos rapidamente em direção ao anjo, desferindo uma serie de golpes enquanto o anjo se defendia facilmente de cada um deles. Definitivamente já haviamos percebindo que uma batalha corporal não iria ajudar muito, hora de uma batalha á distância. Dei um passo para trás e saltei para longe do anjo, apontei minha espada em direção á ele enquanto Luchi continuava á atacar para distrai-lo, comecei a carregar energia na lâmina dela, preparando mais uma enxurrada de espadas de pedra, mas Luchi foi nocauteado novamente e o anjo correu em minha direção, era rapido demais para deixar que eu concentrasse minha magica á tempo suficíente para atingi-lo.

Novalmente voltei á batalha corporal, cujo com certeza eu estou em desvantagem, os movimentos do anjo são rapidos demais, não sei até onde poderei defende-los. Logo Luchi aparece atrás de mim, atingindo o peito do anjo com a glaive e....nada! Ele estava intacto como se nem tivesse recebido o golpe, será que estamos lidando com um ser indestrutivel ?....Não, me recuso á pensar em ser morto por um anjo que nem tem rosto!.

- AAAAAAAAAAH!!!. - Uma vóz feminina gritou, logo vimos o brilho de adagas prateadas bater no rosto do anjo, que cai no chão e logo depois voa par ao céu, com a mão direita no rosto. Ao olhar para quem desferiu o golpe, era a Gabi.

- GABI!. - Luchi gritou.

- Meu anjo!. - Gabi respondeu, ambos se abraçaram.

Olhei para Luchi e comecei a rir.

- Que foi HT ?. - Gabi perguntou, virando o rosto pra mim enquanto abraçava Luchi.

- Anjo....que ironico. - Luchi comentou.


Luchi saltou de encontro a sua amada, os olhos de ambos brilhavam, parecia que tinham ficado longe uma eternidade, Gabi olhou em seus olhos e disse


- Meu amor, eu fiquei muito preocupada, nunca mais sai de perto de mim.


- Tá bem meu anjo...digo...amor...nunca mais. - Luchi respondeu com um tom de vóz meloso.

Naquela hora me senti como se estivesse segurando vela e que a cera dela já estava percorrendo as minhas mãos, eu não sei se eu ria ou se eu ia embora e deixava os dois sozinhos com o anjo assistindo de camarote.... Logo Kurenai, Thomas e Caty apareceram do meu lado, empunhando suas armas.

- Vocês tão apanhando pra essa coisa ?. Temos de mostrar á esse anjo de merda quem manda nesse mundo. - Thomas disse.

O grupo estava todo reunido novamente, empunhamos nossas armas, Eu com meu cajado transformado em foice, Luchi com sua glaive, Gabi com suas adagas, Kurenai com sua katana, Caty com sua lança e Thomas com sua montante. Estávamos todos juntos contra um inimigo que jamais tinhamos enfrentado antes, ele ja havia se recomposto do golpe que levou, e parecia nos encarar com seu rosto iluminado....

[ht]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chapter II – Memorias do Luchi

Ht já estava em sono profundo, e eu não conseguia dormir, tinha em mãos a foto de minha amada, Gabi, eu simplismente não conseguia ficar ali parado sem saber onde ela estava, se estava bem…

Tudo começou quando vim ver ela aqui no Rio… estava nublado, parecia um dia normal até os anjos aparecerem do céu com suas lanças e espadas, destruindo e matando sem piedade (irônico, não?), bem no momento em que o grupo se reunirá pela primeira vez completo, e se separou prematuramente…

Acredito que Pedro e Thomas estejam com ela, meus amigos sabem o quanto ela é importante pra mim…

Peguei o livro da Gênesis e comecei a rele-lo , de forma q poderia compreender o que viria depois do fim do sexto dia.

--É só um livro idiota escrito por humanos…não vai ajudar –Larguei o livro percebendo que era inutil.

Gostaria de saber daonde veio minha glaive, pois é exatamente como eu sempre pensei que seria, e apareceu na hora mais critica sem mais nem menos, não que eu esteja reclamando, mas queria saber quem a enviou, e o mesmo pro cajado do Ht, que roncava continuamente, mesmo que eu quisesse dormir precisaria de um headphone…

Coloquei os fones tentando me distrair e começou a tocar Stairway To Heaven, até o mp3 estava de sacanagem comigo…

Resolvi tentar dormir, pois amanhã precisaria de forçar pra encontra-la de qualquer maneira…mesmo que isso custe….a minha vida…..zzzzZZZZzzzz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Chapter II

- Ht, ainda falta muito para chegármos lá ?. - Luchi me perguntou.


- Creio que mais uma hora caminhando e estáremos na antiga entrada do Redentor...Ai é só a gente subir toda aquela escadária e estarémos lá. - Respondi com um tóm de humor sarcástico em relação ás escadárias.


Olhei para o céu, estava profundamente nublado. Em breve irá chover mais. Me lembro do pavor que eu tinha quando chovia, devia ter uns 13, 14 anos na época...Sempre tinha o pressentimento que algo iria acontecer em dias que choviam muito, acho que era trauma de infância talvez. Luchi estava calado enquanto caminhava, seus olhos demonstravam a seriedade e a preocupação que passava dentro de si.


- Ei, vocês!. - Alguem atrás de nós gritou.


Paramos, olhamos um para o outro, Luchi colocou a mão na glaive, eu coloquei a mão no cajado e olhamos para trás. Era um homem, idade aparente de 30 á 35 anos, cabelos castanhos bem curtos, usando uma farda do exército e portando uma AK-47 nos braços, apontada para nós.


- Identifiquem-se!. - Ele disse em vóz alta.


- Um sobrevivente ?. - Comentei com Luchi.


- Acho que estamos no território de um dos esconderijos de sobreviventes. - Luchi disse.


- Identifiquem-se imediatamente!. - O homem disse novamente com um tom de vóz mais alto e grave.


Como sistema de identificação, os humanos sobreviventes tem IDs, são como acessórios, geralmente cordões ou anéis, com um simbolo e numero de identificação. Nós não usamos IDs, preferimos viver como forasteiros, trará menos problemas para aqueles que não estão envolvidos e nem tem motivos para estarem. Essa é uma guerra de todos, porém não é por isso que todos devem lutar nela.


- Vou desarma-lo....Ai nós conversamos com ele. - Luchi sussurrou para mim.


Luchi correu rápidamente em direção ao soldado, que tentou apertar o gatilho mas era tarde demais, a glaive de Luchi ja havia batido fortemente na metralhadora do homem, fazendo-a cair no chão. Logo Luchi apontou a gláive para o pescoço do homem.


- Agora sim, podemos conversar. - Luchi disse para o homem, com uma vóz perceptivelmente sarcástica com um sorriso maldoso no rosto.





Chutei a metralhadora do homem para longe.


- Somos forasteiros, não usamos identificação por motivos pessoais. - Eu disse para o homem.


- Quais são os motivos ?. - O homem perguntou.


- Você não acha que está em desvantagens demais para continuar a fazer perguntas. - Luchi resmungou.


Porém, dois portões se abriram e duas tropas com cerca de 15 soldados cada sairam delas apontando suas metralhadoras para nós....


Eu e Luchi olhamos um para o outro e guardamos nossas armas, colocamos as mãos atrás da cabeça. Os soldados correram em nossa direção e nos colocaram algemas.


- Movam-se adiante!. - Um dos soldados disse para nós.


Fomos até um tipo de elevador que nos levou até o subsolo...Lá se escondia um dos esconderijos dos sobreviventes...é incrivel como eles transformaram uma garagem subterrânea em um verdadeiro abrigo, um lar.





Fomos levados até o ''lider'' deste abrigo, um homem de aparentemente 40 anos, cabelos longos loiros, olhos castanhos, trajando um terno cinza e uma camisa social branca.



- Quem são vocês ?. - Ele perguntou.



- ....Somos forasteiros. - Luchi respondeu.



O homem se virou para Luchi e perguntou:



- Forasteiros, de onde vocês vieram ?.



- O da esquerda tem um sotáque paulista, já o outro parece ser daqui do Rio mesmo. - Um dos soldados comentou.



- Isso mesmo. - Eu disse, olhando para o lider do abrigo.



- E o que vocês fazem fora de um abrigo ?. - O soldado perguntou para mim. Virei meu rosto para ele lentamente.



- Creio que você não tenha o direito de nos perguntar isso. - Disse para ele com um sorriso sarcástico no rosto. O soldado logo levantou a vóz e disse:



- Como é que é ?, Você está me desafiando moleque ?.



- André, acalme-se. - O lider do abrigo disse em tom de vóz alto, olhando para o soldado, que agora descobri se chamar André.



- Senhor, se for possivel, poderiams conversar a sós na sua sala, só eu, você e meu amigo Luchi ?. - Perguntei para o homem de terno.



O homem me olhou de forma desconfiada, relutou um pouco á dizer qualquer coisa.



- Nós deixaremos nossas armas sob sua custódia, prometemos não leva-las na nossa conversa. - Luchi disse, olhando fixamente nos olhos do homem.



O homem continuou em silêncio....Olhou para nós dois. O silêncio tomou conta do local, estávamos em uma sala grande, haviam soldados por todos os cantos, provavelmente era um tipo de QG dos soldados.



- Certo.... Larguem suas armas no chão e venham comigo. - O homem disse, virando as costas e caminhando para uma porta mais á frente. Eu e Luchi largamos a gláive e o cajado no chão, elas foram rápidamente recolhidas pelos soldados. Nos levantamos e seguimos o homem até a sala de reuniões dele. Entrando na sala, o homem tirou o terno, se sentou em uma cadeira e disse:



- Sentem-se. - Eu e Luchi nos sentamos em frente á ele.



- Como se chamam ?. - Ele perguntou.



- ....Eu sou Luchi, e ele se chama HT. - Luchi respondeu, olhando para o homem.



- Prazer senhores, eu me chamo Marcos. Agora, vocês me digam o que fazem por essas redondezas e de onde vieram. - O homem nos disse.



Me pergunto se realmente devo dizer á ele toda a verdade, o nosso objetivo, o que procuramos e o que irémos fazer. Luchi olhou para mim e eu olhei para ele, ele balançou a cabeça, sinalizando um sim. Me virei para Marcos e disse:



- Estamos procurando quatro amigos, acabamos nos separando deles quando um tornado nos arrastou para o que era a Praia de Botafogo. Estávamos seguindo para o Redentor, nós e nossos amigos nos encontrariamos lá.



Marcos olhou para mim com um olhar sério, colocou uma mão sobre a mesa e perguntou:



- O que vocês procuram no Redentor ?. Lá está cheio de Seráfims, por acaso procuram morrer ou algo assim ?.



- Nós irémos fazer aquilo que todos os humanos estão com tanto medo de fazer: Nos opor ao criador e ao nosso futuro destruidor. - Luchi o respondeu, com um tóm de vóz sério.

- Como ?, Deus foi nosso criador!. Nós não temos como destruir aquilo que nos criou. - Indagou Marcos.

- Deus demorou cinco dias para criar o mundo, a terra, os mares, os seres vivos, os humanos. ou seja, tudo que existe nesse planeta. No quinto dia Deus dormiu...No sexto dia ele acorda e começa o Julgamento Final...No sétimo dia, não existe mais nada... - Luchi retrucou.

Olhei para Luchi e completei a explicação:

- No caso, um ano para Deus é igual á milênios para nós, humanos. Estamos no começo do sexto dia Marcos...E não demorará muito para que o sétimo dia começe.

Marcos se calou, passou á olhar para a janela, observando as pessoas que pareciam morar tranquilamente no ''esconderijo''.

- Quando essas bases subterrâneas foram criadas, nosso intúito era proteger a civilização...Provavelmente adquirimos uma divida externa muito grande com essa construção, mas essa é a ultima coisa da qual nos preocuparmos. Estamos seguros aqui, isso é o que importa, mas será que as pessoas estão contentes vivendo aqui ?. Até onde essa segurança irá durar ?, será que seremos capazes de viver aqui para sempre ?, Será que um dia os seráfims nos encontrarão ?. Tudo isso é muito incerto, de fato, estamos sendo expulsos da superficie pelos anjos e seráfims.... será que há algum propósito divino para isso ?. - Marcos comentou.

- Deus ficou furioso com a forma que tratamos tudo que ele criou, tudo que ele deixou para nós foi usado de forma que corrompemos a natureza, começamos á mata-la aos poucos. Isso fez com que Deus acordasse no quinto dia, e ao ver os resultados do que aconteceu, resolveu eliminar todos nós, fazer-nos sentir sua cólera, a cólera de Deus. - Eu disse para Marcos.

Marcos se calou, olhando para a janela, disse:

- Vocês estárão liberados para partirem amanhã, está tarde, não podemos liberá-los assim tão tarde. Há um quarto para vocês no quartel com uma beliche, tenham uma boa noite.

Então teriámo que passar a noite aqui, não sei se seria uma boa idéia, mas não temos escolha. Luchi se levantou primeiro e seguiu até a porta.

- Vamos HT. - Ele disse, com um sorriso no rosto e um olhar confiante. Me levantei da cadeira e segui Luchi até o dormitório. No caminho, percebi que não hávia ninguem nos corredores, acho que todos já estão dormindo, que horas será que são ?. Chegamos no dormitório, abrimos a porta e encontramos um quarto branco com banheiro, tres cadeiras e uma beliche... Eu coloquei meu casaco na cadeira, tirei minhas botas e cai na cama, simultaneamente caindo no sono.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Chapter I

Estávamos descansando no que sobrou de uma igreja no Rio de Janeiro, estava chovendo demais para que pudéssemos continuar á caminhar pelas ruas....o Julgamento Final começou e a humanidade foi destinada á ser eliminada..palavras do próprio Deus. Há anjos de Deus caçando os humanos como os nazistas caçavam judeus durante a II Guerra Mundial.

É irónico parar pra descansar nos destroços de uma igreja, local onde tanto se idolatrava Deus e seus ensinamentos. Seja como for, é completamente inútil pensar nisso agora. Me deitei em um dos bancos e dormi....

- Acorda seu dunha!. - Luchi me disse, me cutucando pra eu acordar.

Fiquei em silêncio e olhei para o teto, estava amanhecendo. Me levantei, coloquei meu casaco, olhei para um espelho que havia na parede da igreja e ajeitei meu cabelo.

Luchi estava esperando um pouco impaciente. Entendo a preocupação dele. Nós estávamos em um único grupo: Eu, Luchi, Gabi, Thomas, Caty, Paulo e Pedro. Estávamos indo para o Vaticano, o local onde os portões da outra realidade estão...Porém, acabamos nos encontrando numa situação da qual estávamos cercados, anjos e mais anjos nos procuravam para nos matar quando estávamos no Redentor. Lutamos bravamente, porém, um tipo de espírito selvagem que lança tornados conhecido como ''Espírito Santo do Vento Divino'' apareceu em meio á batalha e causou todo o estrago...Lembro de Thomas ter dito ''nos encontre no Redentor se puderem'', e é isso que iremos fazer.

Peguei o meu cajado, Luchi estava com a gláive prateada dele em mãos.

- O Redentor é um pouco longe daqui, acho que umas duas ou três horas caminhando e estaremos lá. - Disse para ele.

Começamos á caminhar em direção ao redentor. A visão da cidade mudou muito, a cidade parece vazia agora, carros, prédios, casas, muitas coisas estão destruídas por causa dos ataques dos Anjos. Os humanos sobreviventes vivem em ''esconderijos'' que ficam em lugares que desconhecemos, desde que começamos essa ''aventura'' - se é que dá pra se chamar isso de aventura. - , temos total consciência do que estamos fazendo, abandonamos família, amigos, pessoas que nos eram queridas para que pudéssemos ir até um objetivo: se opor ao 'criador' e salvar a humanidade do destino tenebroso que a aguarda...

Luchi estava calado, pensativo, creio que está pensando na Gabi... Por algum motivo a ligação dos dois é muito forte, vai além do físico ou de espírito...É algo que toca a parte mais profunda da alma de ambos, admiro isso e acho belo.

- Ela deve estar bem .- Disse para tentar faze-lo relaxar.

- Não há como ter certeza que ela está bem, nesse exáto momento ela pode estar muito, mas muito longe daqui, talvez até em outro continente, até no Japão!. - Ele respondeu com um tom de voz até que calmo para o assunto.

Resolvi me calar, não gosto de insistir em relação á essas coisas.... Pra dizer a verdade, eu não sinto vontade de insistir em nada, muito menos insistir em ajudar os outros. Sem contar que há certas coisas da qual palavras não adiantarão e essa é uma dessas coisas, agora é torcer para que Gabi, Thomas, Caty, Pedro e Paulo estejam bem.

Logo ouvimos um tipo de movimento vindo dos becos. Luchi empunhou sua gláive rapidamente e começou a tentar sentir a aura de quem ou o que estava por lá. Tudo ficou em um silêncio mutuo por um minuto, até que ouvimos novamente o barulho...É o barulho de asas batendo lentamente. Empunhei meu cajado e o transformei numa foice, estávamos ouvindo mais asas batendo.

- Estamos cercados. - Sussurrei para Luchi.

Demos as costas um para o outro.

- Pronto para o showtime ?. - Ele perguntou

- Sempre... - Respondi

Posicionei minha perna um passo á frente, empunhei minha foice contra o chão e estávamos aguardando até que eles viessem até nós.

- O que estão esperando ?, estão com medo de morrerem logo no começo da guerra ?. - Luchi disse para provoca-los

- Eles entendem nossa linguagem ?. - Perguntei.

- .....Seilá. - Ele respondeu.

Tive que conter o riso, não posso perder a concentração. As asas batiam mais forte e logo oito anjos armados com lanças apareceram dos prédios.

- COME ON!!. - Luchi gritou.

Impulsionei a foice contra o chão, criando um campo de energia das trevas ao nosso redor, Luchi começou a absorver essa energia na glaive e a misturou com sua própria energia. Saltamos e seguimos em direcções opostas, ceifando anjos impiedosamente durante a batalha, jamais imaginei que um dia lutaria ao lado do meu melhor amigo, principalmente contra anjos. Luchi cortava os anjos ao meio com sua glaive rapidamente, enquanto eu os matava lançando esferas de trevas neles. Logo eliminamos todos eles.

- Vamos... - Luchi disse enquanto guardava a gláive

Voltamos á caminhar em direção ao Redentor, e principalmente em direção á guerra que foi anunciada tantas vezes em tantos lugares.....