segunda-feira, 1 de junho de 2009

Chapter III – Deja Vu

Mal podia acreditar, estávamos de fato reunidos novamente, a turma que havia se originado alguns anos antes, que jamais pensaria em lutar por causa tão nobre, estávamos ali reunidos novamente… Era um alivio estar com minha amada novamente…

Mas algo me incomodava…aquele sonho da noite anterior, não sei se foi o ronco do Ht, ou sei lá o que… Mas algo estava errado, e eu sinto que devo fazer algo a respeito, sem saber bem o que…

Devo proteger a Gabi a qualquer custo, não quero perde-la denovo…

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-enquanto isso 6 dimensões dali…em frente a um ser onisciente sentado em seu trono, um arcanjo de bela aparência se dirige com respeito ao ser todo poderoso, ambos estavam em uma grande fortaleza, e o poder puro dela preenchia todo o espaço do local. O arcanjo se curvou e disse:

-Eles se aproximam meu mestre, estão enfrentando um dos generais…Devo enviar tropas auxiliares?

-Ah, Gabriel, você que sempre me foi tão prestativo, que impediu que a dimensão superior fosse corrompida por selvagens durante meu descanso… Vá até lá e destrua-os com tuas próprias mãos, meu filho…

-Seja feita vossa vontade…

Assim o arcanjo pegou sua lança e se dirigiu para fora, satisfeito e ansioso.

domingo, 31 de maio de 2009

Chapter III

Acordei ás seis da manhã, Luchi estava em um sono profundo e parece que irá demorar um pouco para acordar. Vesti minha camisa e meu casaco, logo olhei pro chão e encontrei o livro de Genêsis aberto. Será que ele estava lendo o livro ?. Por que ?. Peguei o livro aberto, o fechei e o coloquei na estante ao lado do Luchi. Coloquei minhas botas, arrumei meu cabelo e sai do quarto, sendo logo recebido por Marcos.


- Bom dia. - Ele disse.


- Bom dia Sr. Marcos - Respondi, sendo o mais formal e descritivel possivel.


Marcos começou a caminhar e disse:



- Venha comigo, quero mostrar-lhe uma coisa.

Não sabia se eu realmente deveria ir, não confio em ninguem que esteja aqui nesse esconderijo, especialmente Marcos e os soldados...Eles são a autoridade desse lugar, podem facilmente querer matar eu e Luchi apenas para provar o poder que eles tem...Mas acho que já estou pronto para o caso de algo desse tipo vir á acontecer...Será necessário botar em prática os treinamentos de artes marciais que Luchi me ensinou. O segui, caminhando por pequenos corredores que me levaram até um laboratório de armas, lá, encontrei a gláive de Luchi e o meu cetro.





- Suas armas....Estávamos analisando elas ontem, não conseguimos definir o material do qual elas são feitas, não é nenhum material que haviamos identificado antes...Você poderia me dizer do que elas são feitas ?. - Marcos me perguntou ao me entregar as armas.





- Sinceramente, não sabémos. - Respondi.





Marcos me lançou seu olhar diretamente em meus olhos e retrucou:





- Aonde vocês acharam essas armas ?.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, não poderia dizer á ele que as armas simplesmente apareceram em nossas mãos sem mais nem menos. Olhei para os olhos de Marcos e respondi:


- Eram de anjos mortos que encontramos na Igreja ao norte daqui, onde estávamos no começo de tudo.


-Então essas armas eram de....anjos ?. - Marcos perguntou.


- Muito provavel que sim. - Respondi.


- Vocês não teriam remorso de usar as armas daqueles que nos matam para mata-los ?. - Marcos me questionou, elevando seu tom de vóz.


Olhei fixamente nos olhos de Marcos com um olhar sério e respondi:


-...Vocês seriam capazes de matar anjos com suas armas...?.



Marcos se silenciou, olhou para os lados e abaixou a cabeça.


- Mas não pense que por isso você deve mandar suas trópas pegarem armas de anjos e sair no meio de uma guerra....Eles tem poderes divinos, ou talvez profanos, não sei dizer....Vocês não conseguiriam vence-los numa guerra. - Avisei á Marcos, pensando na idéia insana dele vir a tentar capturar armas de anjos.


Marcos respirou fundo e respondeu:


-Então por quê vocês ás usam ?.


- Como lhe disse ontem....Vamos nos opor ao Criador e ao nosso futuro Destruidor. - Respondi.


Logo peguei as armas e segui até a porta do laboratório, me virei para Marcos e resolvi perguntar:


- Eu e Luchi podemos partir agora ?.


- Sim....Boa sorte...e tomem cuidado. - Marcos respondeu


- Obrigado. - Disse e fui embora.


Ao voltar para o quarto, Luchi estava vestindo seu sobretudo.


- Bom dia dorminhoco. - Disse, ironicamente.


- Bom dia garoto que ronca tanto que eu não conseguiria dormir nem com headphones. - Luchi retrucou


Comecei a rir e entreguei a glaive para ele.


- Estamos liberados. - Eu disse.


-Ok, agora podemos continuar á seguir para o Redentor. - Luchi respondeu, demonstrando seriedade na sua vóz.


Ao Luchi terminar de se arrumar, nós fomos para o elevador que nos levará á superfície....Entramos nele e o soldado apertou o botão de subida. Tanto eu quanto Luchi encostamos na parede do elevador, esperando ele subir. Nesse meio tempo eu estava pensando em....nada....minha cabeça tava bem distante em um lugar que desconheço....Gosto dessa sensação. Logo o elevador parou, eu e Luchi empunhamos nossas armas pois poderia haver de tudo aos portões do elevador abrir. Os portões abriram....Nada....

Luchi saiu primeiro, olhou para todos os cantos e não detectou nenhum sinal de anjos.

- Vamos logo. - Ele disse.

Começamos á caminhar, calados, minha cabeça continuava no meio de pensamentos desconhecidos, acho que aprendi a viver neles ja faz um bom tempo. Luchi estava apenas caminhando sem produzir som algum além dos de seus passos, estava tudo bem tranquilo, olhei para o relógio, eram nove da manhã.

Continuamos caminhando em silêncio até que ouvimos ruidos de asas.

- Estão aqui. - Eu disse.

Luchi empunhou sua glaive e disse com um tom de vóz calmo.

- Showtime..

Transformei meu cetro em um sabre, usando as runas cujo estão seladas nele e parte das minhas tecnicas Arcanas. Luchi apontou para o leste.

- Eles estão ali. - Disse, olhando para o leste.

Empunhei o sabre e a cravei no chão...Criando centenas de espadas de pedra ao nosso redor. Luchi olhou para mim, sinalizei com a cabeça positivamente e Luchi empunhou a glaive, colocando a lâmina dela atrás de si mesmo. Logo algo que eu poderia descrever como....''um enxame de anjos'' (bizarro, né ?) apareceu, Luchi deu um upper cut e as espadas de pedra foram todas em direção ao ''enxame'', ceifando vários dos anjos, depenando alguns, e até mesmo cortando a cabeça de outros.

Nós corremos e começamos a ceifar os anjos que sobraram manualmente, logo haviamos aniquilado todos eles....Sem sofrer um menor arranhão. Será que estamos nos tornando tão ''fodões'' ?.

- Facil facil, agora vamos. - Luchi disse, ainda com a glaive na mão e voltando á andar até o Redentor.

Eu o segui, olhei para baixo e percebi uma sombra com asas, olhei para cima e havia outro anjo, esse era dourado, portava uma espada e um escudo, seu rosto era coberto por uma máscara luminosa. Disparando asas de ouro em direção ao Luchi.

- Nii-san!!!. - Gritei, lançando meu cajado em direção á ele rapidamente, formando um escudo que repeliu as asas.

Luchi pulou e empunhou a gláive para cima enquanto subia, logo a empunhou para baixo na descida, porém o anjo usou seu escudo, se defendendo do golpe que teria quebrado qualquer escudo normal com a força da glaive.

O anjo ergue sua espada e atinge Luchi, que cai no chão com um ferimento profundo no tórax. Olhei para o anjo, surpreso, até agora pouco estava achando que eu e Luchi éramos fodões por não ter sofrido um arranhão na luta anterior. Logo percebi que o anjo estava prestes a vir em minha direção.

O anjo desceu em alta velocidade com sua espada apontada para mim, peguei o cajado no chão e o transformei rapidamente em uma espada, e a usei para rebater a espada do anjo, fazendo-o ficar no solo, tentei atacá-lo por baixo, mas seu escudo se defendeu e logo ele chutou meu peito, me fazendo cair longe no chão.

Luchi se levantou de um lado e eu de outro, empunhamos nossas armas e corremos rapidamente em direção ao anjo, desferindo uma serie de golpes enquanto o anjo se defendia facilmente de cada um deles. Definitivamente já haviamos percebindo que uma batalha corporal não iria ajudar muito, hora de uma batalha á distância. Dei um passo para trás e saltei para longe do anjo, apontei minha espada em direção á ele enquanto Luchi continuava á atacar para distrai-lo, comecei a carregar energia na lâmina dela, preparando mais uma enxurrada de espadas de pedra, mas Luchi foi nocauteado novamente e o anjo correu em minha direção, era rapido demais para deixar que eu concentrasse minha magica á tempo suficíente para atingi-lo.

Novalmente voltei á batalha corporal, cujo com certeza eu estou em desvantagem, os movimentos do anjo são rapidos demais, não sei até onde poderei defende-los. Logo Luchi aparece atrás de mim, atingindo o peito do anjo com a glaive e....nada! Ele estava intacto como se nem tivesse recebido o golpe, será que estamos lidando com um ser indestrutivel ?....Não, me recuso á pensar em ser morto por um anjo que nem tem rosto!.

- AAAAAAAAAAH!!!. - Uma vóz feminina gritou, logo vimos o brilho de adagas prateadas bater no rosto do anjo, que cai no chão e logo depois voa par ao céu, com a mão direita no rosto. Ao olhar para quem desferiu o golpe, era a Gabi.

- GABI!. - Luchi gritou.

- Meu anjo!. - Gabi respondeu, ambos se abraçaram.

Olhei para Luchi e comecei a rir.

- Que foi HT ?. - Gabi perguntou, virando o rosto pra mim enquanto abraçava Luchi.

- Anjo....que ironico. - Luchi comentou.


Luchi saltou de encontro a sua amada, os olhos de ambos brilhavam, parecia que tinham ficado longe uma eternidade, Gabi olhou em seus olhos e disse


- Meu amor, eu fiquei muito preocupada, nunca mais sai de perto de mim.


- Tá bem meu anjo...digo...amor...nunca mais. - Luchi respondeu com um tom de vóz meloso.

Naquela hora me senti como se estivesse segurando vela e que a cera dela já estava percorrendo as minhas mãos, eu não sei se eu ria ou se eu ia embora e deixava os dois sozinhos com o anjo assistindo de camarote.... Logo Kurenai, Thomas e Caty apareceram do meu lado, empunhando suas armas.

- Vocês tão apanhando pra essa coisa ?. Temos de mostrar á esse anjo de merda quem manda nesse mundo. - Thomas disse.

O grupo estava todo reunido novamente, empunhamos nossas armas, Eu com meu cajado transformado em foice, Luchi com sua glaive, Gabi com suas adagas, Kurenai com sua katana, Caty com sua lança e Thomas com sua montante. Estávamos todos juntos contra um inimigo que jamais tinhamos enfrentado antes, ele ja havia se recomposto do golpe que levou, e parecia nos encarar com seu rosto iluminado....

[ht]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chapter II – Memorias do Luchi

Ht já estava em sono profundo, e eu não conseguia dormir, tinha em mãos a foto de minha amada, Gabi, eu simplismente não conseguia ficar ali parado sem saber onde ela estava, se estava bem…

Tudo começou quando vim ver ela aqui no Rio… estava nublado, parecia um dia normal até os anjos aparecerem do céu com suas lanças e espadas, destruindo e matando sem piedade (irônico, não?), bem no momento em que o grupo se reunirá pela primeira vez completo, e se separou prematuramente…

Acredito que Pedro e Thomas estejam com ela, meus amigos sabem o quanto ela é importante pra mim…

Peguei o livro da Gênesis e comecei a rele-lo , de forma q poderia compreender o que viria depois do fim do sexto dia.

--É só um livro idiota escrito por humanos…não vai ajudar –Larguei o livro percebendo que era inutil.

Gostaria de saber daonde veio minha glaive, pois é exatamente como eu sempre pensei que seria, e apareceu na hora mais critica sem mais nem menos, não que eu esteja reclamando, mas queria saber quem a enviou, e o mesmo pro cajado do Ht, que roncava continuamente, mesmo que eu quisesse dormir precisaria de um headphone…

Coloquei os fones tentando me distrair e começou a tocar Stairway To Heaven, até o mp3 estava de sacanagem comigo…

Resolvi tentar dormir, pois amanhã precisaria de forçar pra encontra-la de qualquer maneira…mesmo que isso custe….a minha vida…..zzzzZZZZzzzz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Chapter II

- Ht, ainda falta muito para chegármos lá ?. - Luchi me perguntou.


- Creio que mais uma hora caminhando e estáremos na antiga entrada do Redentor...Ai é só a gente subir toda aquela escadária e estarémos lá. - Respondi com um tóm de humor sarcástico em relação ás escadárias.


Olhei para o céu, estava profundamente nublado. Em breve irá chover mais. Me lembro do pavor que eu tinha quando chovia, devia ter uns 13, 14 anos na época...Sempre tinha o pressentimento que algo iria acontecer em dias que choviam muito, acho que era trauma de infância talvez. Luchi estava calado enquanto caminhava, seus olhos demonstravam a seriedade e a preocupação que passava dentro de si.


- Ei, vocês!. - Alguem atrás de nós gritou.


Paramos, olhamos um para o outro, Luchi colocou a mão na glaive, eu coloquei a mão no cajado e olhamos para trás. Era um homem, idade aparente de 30 á 35 anos, cabelos castanhos bem curtos, usando uma farda do exército e portando uma AK-47 nos braços, apontada para nós.


- Identifiquem-se!. - Ele disse em vóz alta.


- Um sobrevivente ?. - Comentei com Luchi.


- Acho que estamos no território de um dos esconderijos de sobreviventes. - Luchi disse.


- Identifiquem-se imediatamente!. - O homem disse novamente com um tom de vóz mais alto e grave.


Como sistema de identificação, os humanos sobreviventes tem IDs, são como acessórios, geralmente cordões ou anéis, com um simbolo e numero de identificação. Nós não usamos IDs, preferimos viver como forasteiros, trará menos problemas para aqueles que não estão envolvidos e nem tem motivos para estarem. Essa é uma guerra de todos, porém não é por isso que todos devem lutar nela.


- Vou desarma-lo....Ai nós conversamos com ele. - Luchi sussurrou para mim.


Luchi correu rápidamente em direção ao soldado, que tentou apertar o gatilho mas era tarde demais, a glaive de Luchi ja havia batido fortemente na metralhadora do homem, fazendo-a cair no chão. Logo Luchi apontou a gláive para o pescoço do homem.


- Agora sim, podemos conversar. - Luchi disse para o homem, com uma vóz perceptivelmente sarcástica com um sorriso maldoso no rosto.





Chutei a metralhadora do homem para longe.


- Somos forasteiros, não usamos identificação por motivos pessoais. - Eu disse para o homem.


- Quais são os motivos ?. - O homem perguntou.


- Você não acha que está em desvantagens demais para continuar a fazer perguntas. - Luchi resmungou.


Porém, dois portões se abriram e duas tropas com cerca de 15 soldados cada sairam delas apontando suas metralhadoras para nós....


Eu e Luchi olhamos um para o outro e guardamos nossas armas, colocamos as mãos atrás da cabeça. Os soldados correram em nossa direção e nos colocaram algemas.


- Movam-se adiante!. - Um dos soldados disse para nós.


Fomos até um tipo de elevador que nos levou até o subsolo...Lá se escondia um dos esconderijos dos sobreviventes...é incrivel como eles transformaram uma garagem subterrânea em um verdadeiro abrigo, um lar.





Fomos levados até o ''lider'' deste abrigo, um homem de aparentemente 40 anos, cabelos longos loiros, olhos castanhos, trajando um terno cinza e uma camisa social branca.



- Quem são vocês ?. - Ele perguntou.



- ....Somos forasteiros. - Luchi respondeu.



O homem se virou para Luchi e perguntou:



- Forasteiros, de onde vocês vieram ?.



- O da esquerda tem um sotáque paulista, já o outro parece ser daqui do Rio mesmo. - Um dos soldados comentou.



- Isso mesmo. - Eu disse, olhando para o lider do abrigo.



- E o que vocês fazem fora de um abrigo ?. - O soldado perguntou para mim. Virei meu rosto para ele lentamente.



- Creio que você não tenha o direito de nos perguntar isso. - Disse para ele com um sorriso sarcástico no rosto. O soldado logo levantou a vóz e disse:



- Como é que é ?, Você está me desafiando moleque ?.



- André, acalme-se. - O lider do abrigo disse em tom de vóz alto, olhando para o soldado, que agora descobri se chamar André.



- Senhor, se for possivel, poderiams conversar a sós na sua sala, só eu, você e meu amigo Luchi ?. - Perguntei para o homem de terno.



O homem me olhou de forma desconfiada, relutou um pouco á dizer qualquer coisa.



- Nós deixaremos nossas armas sob sua custódia, prometemos não leva-las na nossa conversa. - Luchi disse, olhando fixamente nos olhos do homem.



O homem continuou em silêncio....Olhou para nós dois. O silêncio tomou conta do local, estávamos em uma sala grande, haviam soldados por todos os cantos, provavelmente era um tipo de QG dos soldados.



- Certo.... Larguem suas armas no chão e venham comigo. - O homem disse, virando as costas e caminhando para uma porta mais á frente. Eu e Luchi largamos a gláive e o cajado no chão, elas foram rápidamente recolhidas pelos soldados. Nos levantamos e seguimos o homem até a sala de reuniões dele. Entrando na sala, o homem tirou o terno, se sentou em uma cadeira e disse:



- Sentem-se. - Eu e Luchi nos sentamos em frente á ele.



- Como se chamam ?. - Ele perguntou.



- ....Eu sou Luchi, e ele se chama HT. - Luchi respondeu, olhando para o homem.



- Prazer senhores, eu me chamo Marcos. Agora, vocês me digam o que fazem por essas redondezas e de onde vieram. - O homem nos disse.



Me pergunto se realmente devo dizer á ele toda a verdade, o nosso objetivo, o que procuramos e o que irémos fazer. Luchi olhou para mim e eu olhei para ele, ele balançou a cabeça, sinalizando um sim. Me virei para Marcos e disse:



- Estamos procurando quatro amigos, acabamos nos separando deles quando um tornado nos arrastou para o que era a Praia de Botafogo. Estávamos seguindo para o Redentor, nós e nossos amigos nos encontrariamos lá.



Marcos olhou para mim com um olhar sério, colocou uma mão sobre a mesa e perguntou:



- O que vocês procuram no Redentor ?. Lá está cheio de Seráfims, por acaso procuram morrer ou algo assim ?.



- Nós irémos fazer aquilo que todos os humanos estão com tanto medo de fazer: Nos opor ao criador e ao nosso futuro destruidor. - Luchi o respondeu, com um tóm de vóz sério.

- Como ?, Deus foi nosso criador!. Nós não temos como destruir aquilo que nos criou. - Indagou Marcos.

- Deus demorou cinco dias para criar o mundo, a terra, os mares, os seres vivos, os humanos. ou seja, tudo que existe nesse planeta. No quinto dia Deus dormiu...No sexto dia ele acorda e começa o Julgamento Final...No sétimo dia, não existe mais nada... - Luchi retrucou.

Olhei para Luchi e completei a explicação:

- No caso, um ano para Deus é igual á milênios para nós, humanos. Estamos no começo do sexto dia Marcos...E não demorará muito para que o sétimo dia começe.

Marcos se calou, passou á olhar para a janela, observando as pessoas que pareciam morar tranquilamente no ''esconderijo''.

- Quando essas bases subterrâneas foram criadas, nosso intúito era proteger a civilização...Provavelmente adquirimos uma divida externa muito grande com essa construção, mas essa é a ultima coisa da qual nos preocuparmos. Estamos seguros aqui, isso é o que importa, mas será que as pessoas estão contentes vivendo aqui ?. Até onde essa segurança irá durar ?, será que seremos capazes de viver aqui para sempre ?, Será que um dia os seráfims nos encontrarão ?. Tudo isso é muito incerto, de fato, estamos sendo expulsos da superficie pelos anjos e seráfims.... será que há algum propósito divino para isso ?. - Marcos comentou.

- Deus ficou furioso com a forma que tratamos tudo que ele criou, tudo que ele deixou para nós foi usado de forma que corrompemos a natureza, começamos á mata-la aos poucos. Isso fez com que Deus acordasse no quinto dia, e ao ver os resultados do que aconteceu, resolveu eliminar todos nós, fazer-nos sentir sua cólera, a cólera de Deus. - Eu disse para Marcos.

Marcos se calou, olhando para a janela, disse:

- Vocês estárão liberados para partirem amanhã, está tarde, não podemos liberá-los assim tão tarde. Há um quarto para vocês no quartel com uma beliche, tenham uma boa noite.

Então teriámo que passar a noite aqui, não sei se seria uma boa idéia, mas não temos escolha. Luchi se levantou primeiro e seguiu até a porta.

- Vamos HT. - Ele disse, com um sorriso no rosto e um olhar confiante. Me levantei da cadeira e segui Luchi até o dormitório. No caminho, percebi que não hávia ninguem nos corredores, acho que todos já estão dormindo, que horas será que são ?. Chegamos no dormitório, abrimos a porta e encontramos um quarto branco com banheiro, tres cadeiras e uma beliche... Eu coloquei meu casaco na cadeira, tirei minhas botas e cai na cama, simultaneamente caindo no sono.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Chapter I

Estávamos descansando no que sobrou de uma igreja no Rio de Janeiro, estava chovendo demais para que pudéssemos continuar á caminhar pelas ruas....o Julgamento Final começou e a humanidade foi destinada á ser eliminada..palavras do próprio Deus. Há anjos de Deus caçando os humanos como os nazistas caçavam judeus durante a II Guerra Mundial.

É irónico parar pra descansar nos destroços de uma igreja, local onde tanto se idolatrava Deus e seus ensinamentos. Seja como for, é completamente inútil pensar nisso agora. Me deitei em um dos bancos e dormi....

- Acorda seu dunha!. - Luchi me disse, me cutucando pra eu acordar.

Fiquei em silêncio e olhei para o teto, estava amanhecendo. Me levantei, coloquei meu casaco, olhei para um espelho que havia na parede da igreja e ajeitei meu cabelo.

Luchi estava esperando um pouco impaciente. Entendo a preocupação dele. Nós estávamos em um único grupo: Eu, Luchi, Gabi, Thomas, Caty, Paulo e Pedro. Estávamos indo para o Vaticano, o local onde os portões da outra realidade estão...Porém, acabamos nos encontrando numa situação da qual estávamos cercados, anjos e mais anjos nos procuravam para nos matar quando estávamos no Redentor. Lutamos bravamente, porém, um tipo de espírito selvagem que lança tornados conhecido como ''Espírito Santo do Vento Divino'' apareceu em meio á batalha e causou todo o estrago...Lembro de Thomas ter dito ''nos encontre no Redentor se puderem'', e é isso que iremos fazer.

Peguei o meu cajado, Luchi estava com a gláive prateada dele em mãos.

- O Redentor é um pouco longe daqui, acho que umas duas ou três horas caminhando e estaremos lá. - Disse para ele.

Começamos á caminhar em direção ao redentor. A visão da cidade mudou muito, a cidade parece vazia agora, carros, prédios, casas, muitas coisas estão destruídas por causa dos ataques dos Anjos. Os humanos sobreviventes vivem em ''esconderijos'' que ficam em lugares que desconhecemos, desde que começamos essa ''aventura'' - se é que dá pra se chamar isso de aventura. - , temos total consciência do que estamos fazendo, abandonamos família, amigos, pessoas que nos eram queridas para que pudéssemos ir até um objetivo: se opor ao 'criador' e salvar a humanidade do destino tenebroso que a aguarda...

Luchi estava calado, pensativo, creio que está pensando na Gabi... Por algum motivo a ligação dos dois é muito forte, vai além do físico ou de espírito...É algo que toca a parte mais profunda da alma de ambos, admiro isso e acho belo.

- Ela deve estar bem .- Disse para tentar faze-lo relaxar.

- Não há como ter certeza que ela está bem, nesse exáto momento ela pode estar muito, mas muito longe daqui, talvez até em outro continente, até no Japão!. - Ele respondeu com um tom de voz até que calmo para o assunto.

Resolvi me calar, não gosto de insistir em relação á essas coisas.... Pra dizer a verdade, eu não sinto vontade de insistir em nada, muito menos insistir em ajudar os outros. Sem contar que há certas coisas da qual palavras não adiantarão e essa é uma dessas coisas, agora é torcer para que Gabi, Thomas, Caty, Pedro e Paulo estejam bem.

Logo ouvimos um tipo de movimento vindo dos becos. Luchi empunhou sua gláive rapidamente e começou a tentar sentir a aura de quem ou o que estava por lá. Tudo ficou em um silêncio mutuo por um minuto, até que ouvimos novamente o barulho...É o barulho de asas batendo lentamente. Empunhei meu cajado e o transformei numa foice, estávamos ouvindo mais asas batendo.

- Estamos cercados. - Sussurrei para Luchi.

Demos as costas um para o outro.

- Pronto para o showtime ?. - Ele perguntou

- Sempre... - Respondi

Posicionei minha perna um passo á frente, empunhei minha foice contra o chão e estávamos aguardando até que eles viessem até nós.

- O que estão esperando ?, estão com medo de morrerem logo no começo da guerra ?. - Luchi disse para provoca-los

- Eles entendem nossa linguagem ?. - Perguntei.

- .....Seilá. - Ele respondeu.

Tive que conter o riso, não posso perder a concentração. As asas batiam mais forte e logo oito anjos armados com lanças apareceram dos prédios.

- COME ON!!. - Luchi gritou.

Impulsionei a foice contra o chão, criando um campo de energia das trevas ao nosso redor, Luchi começou a absorver essa energia na glaive e a misturou com sua própria energia. Saltamos e seguimos em direcções opostas, ceifando anjos impiedosamente durante a batalha, jamais imaginei que um dia lutaria ao lado do meu melhor amigo, principalmente contra anjos. Luchi cortava os anjos ao meio com sua glaive rapidamente, enquanto eu os matava lançando esferas de trevas neles. Logo eliminamos todos eles.

- Vamos... - Luchi disse enquanto guardava a gláive

Voltamos á caminhar em direção ao Redentor, e principalmente em direção á guerra que foi anunciada tantas vezes em tantos lugares.....

terça-feira, 12 de maio de 2009

Terra da Noite Eterna

..Imagine viver em um lugar onde é sempre noite

...E que a cada noite, um mundo novo e uma vida nova se começem, um dia você é um, no outro, já não é mais., algum rodizio de almas,

...Um rodizio de almas que modifica as pessoas completamente. Onde se veem almas vagando, iluminando os lugares...Uma noite sem luar.

...Algumas almas malignas, outras tão boas quanto o propio Deus. Um dia Deus no outro Demonio. Uma noite sem luar, uma noite tão vaga, tão eterna pra quem sofre . Morrer aqui, não é saida, nem escolha...É fato.

...Como uma eterna maldição, um lugar esquecido no destino....

...Um lugar para eternos já mortos, pra almas descansarem ou para pagarem por maldades que um dia cometeram? Inferno ou Céu?

...Nenhum dos dois. Apenas um mundo para almas que não tem descanso, almas pecadoras., almas sem destino...

...Almas vazias. Aonde matar, não tem significado nenhum, pecar já não importa mais. Pois já não tem um Deus para serem perdoados.

...Provavelmente um mundo construido pelo sofrimento...Do qual Deus eliminou o Sol para que vivessem na eterna escuridão interna. Um lugar sem lideres, sem lar...Atormentado por fantasmas do passado de seus habitantes...Dos espiritos daqueles que ceifaram sem o menor remorso. Os atormentos de suas mentes logo ganham vida lá para que possam sentir o sofrimento até desistirem de viver .

...Desistir de viver ou simplesmente se tornar seu próprio e único medo, se tornando então imortais em lugar que os levaria á morte. Vampiros das sombras, comensais da morte.

...Anjos que perderam suas asas e se renderam ás trevas em uma busca por um unico vínculo com aquilo que conheciam como vida...

...Apenas os fortes conseguem continuar ali, sem liberdade, sem vida, sem asas, são apenas escravos das trevas, que tem que se sucumbir aquele vinculo ridicúlo com as trevas interiores para poderem continuar vivos, por laços.

Um vincúlo com a vida que desejavam ter mas da qual lhe foram recusadas. Inumeros pedidos ao desconhecido para que o sol voltasse á iluminar aquele lugar....pedidos sem respostas.... Pois ninguem jamais os ouviram.

As trevas então, sugavam mais e mais a sua vitalidade os fazendo sucumbir aos pedidos absurdos por dor e magoa, ali restando então, apenas ódio e rancor. Almas de mais tempo ali, já não aguentavam mais e acabavam virando o sacrificio da noite de hoje.

...E então logo algo irá consumi-los...O Julgamento Final será feito um dia ?

...Algo que só a morte poderá nos explicar... ...No dia em que houver justiça em sua propria alma, ele será rezervado somente a você, deixando o lugar, rezervado á proximas almas vazias.

...E essas proximas almas vazias provavelmente verão os restos mortais dos que 'viviam' naquele mundo e logo despertarão uma nova sensação nos corações deles: Desespero mutuo... Mas não durará muito tempo, em breve algo roubará os corações deles.

Se assim for, viveram como escravos da escuridão eternamente. Sem voz, sem visão, apenas com algum tipo de massa que encham seus cerebros inuteis.

...Logo depois, passarão a se esquecer do que é vida. Viverão como escravos de si mesmos e de suas lamentações infinitas...

...Isso os faz serem esquecidos de almas que os lembravam, assim, um ciclo continuará eternamente...

...E isso nos faz ver como é bom viver e como não devemos nos deixar cair na escuridão de uma alma vazia...

...E sim encontrarmos a luz que o vazio nos trás. Aprendermos a controlar nossa escuridão e transforma-la em uma luz que nos guia....

...Seremos então, eternos. E nossas asas nunca nos deixaram cair em um mar negro, graças ao equilíbrio interno entre o bem e o mal...

...Bem e Mal. Duas forças opostas que se misturadas em perfeito equilibrio, nos tornam seres perfeitos.Mas de fato, jamais seremos perfeitos...O bem e o mal são dois pesos em uma balança que se modifica a todo instante....

Somos vulneráveis a essa balança de extrema injustiça, mudando a alma a cada noite que se passa, nunca seremos perfeitos... Nunca iremos escapar da justiça das trevas.

Mas podemos, nessa justiça das trevas, retomar nossas asas e renascermos de volta para um mundo ensolarado e reinado por sonhos infinitos...

...Então o que nos resta, é sonhar.

...Sonhar um sonho sem fim...

[ht] & Maah

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Anjo de Sangue: Capitulo III - Sangria Lunar

- Você me dá permissão para usar uma das nossas aeronaves para seguir para as ilhas ao norte daqui para que eu possa fazer a Sangria Lunar ?. Perguntei á Richard.

- ...Hoje ela está muito vermelha...Vá, mas tenha cuidado, podem haver selvagens por lá querendo fazer a Sangria também. Ele respondeu.

Corri em direção ao aerodromo e peguei uma nave de pequeno porte, seguindo em direção ao norte, onde há uma grande montanha, um ótimo ponto para fazer a Sangria Lunar. Enquanto pilotava a aeronave, olhei para o relogio dela: 21:00, perfeito, chegarei lá ás 21:30, preciso desse tempo para poder me preparar e para matar todos os selvagens que estiverem lá, sei que as normas dizem para tentar deter e se não conseguir, matar, mas a situação não me propõe a mordomia de deter selvagens.

Aterrisei minha nave nas proximidades da montanha, Peguei minha espada e desci da nave. Tudo parece calado por aqui, será que não há nenhum selvagem por aqui ?. Fui caminhando até o topo da montanha, tendo de seguir por pequenas cavernas escuras para chegar ao topo. Passando-se dez minutos eu estava no topo da montanha e ainda não reparei nenhum sinal de selvagens no local...mas por quê será ?.

Resolvi me sentar, Olhei para o relogio, ainda eram 21:52. Vou ter que esperar duas horas e oito minutos para poder começar a Sangria, é melhor eu ficar atento no caso de aparecer algum selvagem. Olhei para os cantos e ainda não havia percebido nada demais, parecia tudo bem quieto e bem frio....Acho que só me resta esperar. Olhei para trás e me deparei com uma tropa de anjos selvagens voando em direção á montanha...Hora de me divertir um pouco.

Eu me levantei e empunhei minha espada em direção á manada de anjos que se aproximava, finalmente um pouco de ação. Os anjos lançaram plumas laminosas em minha direção, dei um salto e desviei das penas, e as lançei de volta contra os anjos, porém com o dobro de potência da qual eles me lançavam....Menos uma manada de anjos selvagens no mundo, será que está por vir mais selvagens ?. Parei e olhei para os lados, não parece ter nada, mas é melhor eu me manter atento.

Olhei para o relogio, ainda eram 22:30, mais uma hora e trinta minutos esperando. Prendi minha espada levemente no chão e fiquei de pé, esperando o tempo passar ou que algum selvagem aparecesse....Bem, eu estava certo, logo sentia a presença de varios Lycans selvagens se aproximando. Empunhei minha espada e olhei para trás, me deparando com uns trinta deles na minha frente....Tudo bem, ja esperava por isso. Corri rapidamente em direção a eles e começei a manusear minha espada como se eu estivesse manuseando o vento, causava cortes profundos em cada Lycan pelo qual eu passava no caminho. Ao olhar para trás tinha menos da metade deles ainda de pé, mais ferozes do que nunca, todos pularam para cima de mim, me cercaram. Eu parecia estar encurralado, mas ja esperava por isso.

- ...O problema de Lycans selvagens....é que eles não sabem raciocinar.- Disse para eles.

Logo depois estalei meus dedos e a parte da montanha onde oito lycans estavam desabou, jogando-os em estacas de pedra gigantes que tinham numa das cavernas. Avancei contra os outros e os causei feridas profundas enquanto os lançava para fora da montanha. Acho que agora não há mais nenhum Lycan selvagem vivo nessa montanha. Olhei para o relogio novamente, eram 23:30, percebo como o tempo passa rapido quando não estamos parados. Resolvi me sentar novamente e observar a lua tão avermelhada. Comecei a dar voltas no local para passar o tempo.

O relogio despertou, eram meia-noite, a hora certa. Olhei fixamente para a lua e das minhas mãos materializei a Nemesis, uma espada cujo é feita do meu próprio sangue misturado com meus poderes, uma espada que existe dentro de mim, a apontei para á lua e começei a absorver o sangue que a lua escorria. Eu estava realizando o processo da Sangria Lunar... Em tempos periódicos, as almas dos que morreram na Grande Cruz seguem para a lua e despertam influência lá, fazendo-a jorrar um tipo de sangue pelo solo, esse sangue contém uma aura cujo afeta nitidamente nosso planeta, pois traz de volta a vida os corpos dos mortos, transformando-os em mortos-vivos. Para nós o efeito do sangue da lua é mais visivel, existem cinco raças entre nós: Anjos, Demônios, Vampiros, Lycans e Tritões, para qualquer uma dessas raças, o sangue da lua aumenta nossos poderes quando o absorvemos. Porém, essa alteração nos poderes também altera nos instintos, e muitos acabam perdendo o controle e se tornando selvagens que procuram mais e mais sangrias. O sangue da lua não causa este efeito em mim com tanta facilidade, por isso me encarrego de fazer a Sangria Lunar sempre que a lua começa a sangrar. Isso aumenta meus poderes nitidamente mas não afeta meus instintos...Apenas Richard sabe que eu faço as Sangrias, qualquer outro se perguntaria por quê eu não sou afetado nos instintos.

A lua voltou a seu estado natural, branca como neve...Mas...

- Ugh!.

Me ajoelhei no chão, esse poder é muito forte, preciso controla-lo...vamos lá.....Começo a preparar para liberar energia em excesso no meu corpo, respiro fundo....


- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!.- Gritei.

Uma grande bomba de energia foi lançada do meu corpo, destruindo a montanha inteira....Pelo menos agora me sinto bem de novo, muitas vezes a Sangria Lunar lhe deixa com excesso de energia, e é isso que aumenta os instintos...No meu caso, eu apenas libero essa energia. Fui caminhando de volta para a nave, abri seu cockpit e fui pilotando a aeronave de volta para Omega. Chegando lá, Richard me aguardava no aerodromo.

- Você está bem ?.- Ele perguntou.

- Sim, estou.- Respondi.

- Vá descansar, você deve estar exausto.- Ele replicou.

Eu segui para o meu quarto, onde desabei na cama....Há alguem batendo na porta, resolvi olhar para o relogio, são 14:00, me levantei, coloquei uma camisa e fui atender a porta. Era Sybil.

- Haverá uma assembléia dentro de trinta minutos, Richard me pediu para avisar isso.- Disse Sybil.

- Sybil, você me permitiria usar a sala de treinos hoje de madrugada ?.- Perguntei.

- Após a reunião conversamos sobre isso.- Ela respondeu.

- Tudo bem.- repliquei

Fechei a porta e voltei para a cama, ainda me sinto cansado, fiquei a olhar pro teto até cair no sono novamente.



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~~Visão do Futuro~~


''Eu não sei porque, mas ele me passava um ar do qual me fazia acreditar que ele era de confiança, alguem que me ajudaria á achar as respostas que procuro.

- Você poderia me levar até uma das Academias ?.- Resolvi perguntar''